Um futuro de papel

El Ateneo, em Buenos Aires: as livrarias não devem morrer

El Ateneo, em Buenos Aires: as livrarias não devem morrer

 

 

 

 

 

 

 

 

por Flávia Furlan e Fabiane Stefano

 

O livro de papel parece ter mais futuro hoje do que ontem. Não faz muito tempo, acreditava-se que a indústria do livro sofreria o mesmo destino da indústria fonográfica. O surgimento do MP3 abalou o mercado de CDs e, consequentemente, as grandes lojas de discos. O mercado de livros, no entanto, tem se comportado de maneira diferente.

A previsão mais aceita atualmente é de que haverá uma convivência entre e-books e papel. “A participação do livro digital deve alcançar no máximo 40% do total de vendas”, diz Wayne White, vice-presidente da canadense Kobo, fabricante de leitores eletrônicos, com 14 milhões de usuários no mundo.

Depois de um início espetacular, o crescimento da venda de e-books nos Estados Unidos, mercado considerado um laboratório das experiências digitais, perdeu fôlego.

A venda de e-books deverá movimentar 23 bilhões de dólares em quatro anos, e a cada dez livros vendidos em 2017, dois serão eletrônicos, segundo algumas as previsões.

Fonte: FURLAN, Flávia; STEFANO, Fabiane. Um futuro de papel. Exame, São Paulo, v.47, n.18, 27 set. 2013,  Mercado Editorial. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1050/noticias/um-futuro-de-papel>. Acesso em: 01 out. 2013.