15ª Festa Literária Internacional de Paraty

A Flip é um evento internacional dedicado à literatura no Brasil, o homenageado deste ano foi o escritor brasileiro Lima Barreto, autor do romance O triste fim de Policarpo Quaresma, entre outros.

01 - olhasdaguaOlhos D’agua
Autora: Conceição Evaristo
Editora: Pallas
ISBN: 9788534705257

Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem.

Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida? Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”.
Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição. Sem quaisquer idealizações, são aqui recriadas com firmeza e talento as duras condições enfrentadas pela comunidade afro-brasileira.

 

02 - meshugaMeshugá: um romance sobre a loucura
Autor: Jacques Fux
Editora: José Olympio
ISBN: 9788503012898

Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2013, Jacques Fux estreia na José Olympio com este intenso e profundo mosaico de histórias sobre o povo judeu e a ideia de loucura frequentemente relacionada a ele. Recheadas de humor e ironia, a compilação de novelas mescla histórias reais com muitas pitadas de ficção. O cineasta Woody Allen e a enteada, a filósofa Sarah Kofman e o enxadrista Bobby Fischer são alguns dos personagens que passeiam por estas páginas. “Meshugá”, além de envolver alguns temas clássicos (neurose, hipocondria, mães invasivas e superprotetoras etc.), desvela os mistérios da insanidade, do auto-ódio, do olhar perverso do outro e do erotismo tão característicos da produção intelectual desses judeus geniais.

 

03 - cronicasCrônicas da bruzundanga
Autor: Lima Barreto
Editora: E-Galaxia
ISBN: 978858337

Os textos selecionados para esta edição tratam, por um lado, daquilo que Lima Barreto chamava de literatura militante, e, por outro, como essa atuação acontecia nos periódicos. Nesse sentido, o leitor tem aqui uma mistura de ensaios, crônicas, contos e cartas que discutem a inserção do escritor naquele princípio de sociedade de massa no Brasil. Junto com a caricatura, a fotografia e o cinema, a literatura breve era, naquele momento, um dos meios mais eficazes nos esforços de comunicação de massa. Lima Barreto vê nesse novo contexto uma possibilidade de utilizar a arte literária como motor de mudança de mentalidades, focando principalmente o público de trabalhadores de colarinho branco que surgiam naquele momento, muitos deles recém-alfabetizados, e que se espalhavam pelos subúrbios das grandes cidades ou viviam em outras regiões do país.

 

16 - limabarretoLima Barreto: triste visionário
Autora: Lilia Moritz Schwarcz
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535929133

Durante mais de dez anos, Lilia Moritz Schwarcz mergulhou na obra de Afonso Henriques de Lima Barreto, com seu afiado olhar de antropóloga e historiadora, para realizar um perfil biográfico que abrangesse o corpo, a alma e os livros do escritor de Todos os Santos. Esta, que é a mais completa biografia de Lima Barreto desde o trabalho pioneiro de Francisco de Assis Barbosa, lançado em 1952, resulta da apaixonada intimidade de Schwarcz com o criador de Policarpo Quaresma — e de um olhar aguçado que busca compreender a trajetória do biografado a partir da questão racial, ainda pouco discutida nos trabalhos sobre sua vida.

Generosamente ilustrado com fotografias, manuscritos e outros documentos originais, Lima Barreto: Triste visionário presta um tributo essencial a um dos maiores prosadores da língua portuguesa de todos os tempos, ainda moderno quase um século depois de seu triste fim na pobreza, na doença e no esquecimento.

 

04 - PONCIAPoncia Vicêncio
Autora: Conceição Evaristo
Editora: Pallas
ISBN: 9788534705318

A história de Ponciá Vicêncio descreve os caminhos, as andanças, as marcas, os sonhos e os desencantos da protagonista. A autora traça a trajetória da personagem da infância à idade adulta, analisando seus afetos e desafetos e seu envolvimento com a família e os amigos. Discute a questão da identidade de Ponciá, centrada na herança identitária do avô e estabelece um diálogo entre o passado e o presente, entre a lembrança e a vivência, entre o real e o imaginado.

 

05 - mentirasMentiras
Autor: Felipe Franco Munhoz
Editora: Nóz
ISBN: 9788569020073

No livro, assim como Virgílio conduziu Dante na Divina Comédia, Felipe estabelece um diálogo imaginário com a figura de seu homônimo Philip Roth, com a intenção manifesta de tecer o livro-travesseiro de sua vida. O desejo expresso e impresso do autor é fazer “diálogos que realmente pareçam diálogos”, ou seja, que a sua obra e a de Roth sejam entrelaçadas e reverberem em todos os níveis. Alusões diretas e veladas à extensa obra de Roth irão pontuar todo o livro. Muito além de desenovelar os prazeres e os desencontros de que só o amor é capaz, seja com a católica Thaís ou a judia Marina, Felipe nos enreda em uma transmutação constante entre personagens, autores e nós, leitores, para que possamos nos “redespir”, “descircuncidar” nossa alma.

 

06 - nossasenhoaNossa Senhora do Nilo
Autora: Scholastique Mukasonga
Editora: Nóz
ISBN: 9788569020202

Uma escola para meninas, situada no alto das montanhas da bacia do Congo e do Nilo, em Ruanda, a 2.500 metros de altura e próxima à nascente do grande rio egípcio, aplica rigorosamente um sistema de cotas étnicas que limita a 10% o número de alunas da etnia tutsis. Quando os líderes do poder hutu tomam conta do local, o universo fechado em que têm de viver as alunas torna-se o teatro de lutas políticas e de incitações ao crime racial. Os conflitos são um prelúdio ao massacre ruandês que aconteceria tempos depois. Em “Nossa Senhora do Nilo”, Scholastique Mukasonga, sobrevivente do massacre, conta as experiências-limites pelas quais passaram as jovens do colégio, numa narrativa pungente que encantou o mundo.

 

07 - queoscegosO que os cegos estão sonhando?
Com diário de Lili Jaffe (1944-1945)
Autora: Noemi Jaffe
Editora: 34
ISBN: 9788573265026

Em abril de 1945, cerca de um ano após ser presa pelos nazistas e enviada como prisioneira para Auschwitz, Lili Jaffe (cujo nome de solteira era Lili Stern) foi salva pela Cruz Vermelha e levada à Suécia. Lá, ela anotou num diário os principais acontecimentos por que havia passado: a captura pelos alemães, o cotidiano no campo, as transferências para outros locais de trabalho, mas também a experiência da libertação, a saudade dos pais e a redescoberta da feminilidade.

Esse diário – hoje depositado no Museu do Holocausto em Jerusalém e que, traduzido diretamente do sérvio, tem aqui sua primeira publicação mundial – foi o ponto de partida para este livro absolutamente incomum, escrito e organizado por Noemi Jaffe. Em O que os cegos estão sonhando?, três gerações de mulheres da mesma família se debruçam sobre o horror de Auschwitz, no impulso – tão imprescindível quanto vão – de, como observa Jeanne Marie Gagnebin, tecer um agasalho “contra a brutalidade do real”.

 

08 - ikonoklastIkonoklasta: Kanguei no maiki
Autor: Luaty Beirão
Editora: Selo demônio negro
ISBN: 97885366423372

A poesia de Luaty Beirão é fruto da miscigenação de culturas, ritmos e estilos. Sua métrica livre e ritmada remete à clara influência de sua experiência musical como rapper; letras fortes e sem meias palavras concorrem para dar aos textos o aspecto urbano e atual que possuem.

Seus poemas têm cunho político: são textos do front de batalha, sobre problemas presentes no cotidiano da população angolana. A exposição dos problemas políticos é mais do que necessária no cenário atual, em que o ativismo é punido de forma desproporcional, como meio de intimidação. E é na contramão desse silenciamento do governo angolano que Luaty Beirão ergue a voz, expressando sua luta pela liberdade e democracia com toda a força que consegue reunir.

 

19 - raposaA raposa sombria: uma lenda islandesa
Autor: Sjón
Editora: Hedra
ISBN: 9788577153404

Tendo como pano de fundo o rigoroso inverno islandês, uma raposa enigmática conduz um pastor em um périplo de transformação e provações. Perto dali, um naturalista se esforça para reconstruir a vida de uma jovem com síndrome de Down que ele havia resgatado de um naufrágio anos antes. Duas histórias paralelas que se entrecruzam em uma fábula fascinante , repleta de suspense e humor.

 

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10 - bakeiaPela boca da baleia
Autor: Sjón
Editora: Planeta
ISBN: 9788542209990

No ano de 1635, a Islândia é um pedaço de terra esquecido no meio do oceano gelado, obscurecido pela superstição, pela pobreza e pela crueldade. A curiosidade científica dos homens se confunde com magia e misticismo: alguns admiram o chifre dos unicórnios, os mais pobres idolatram a Virgem em segredo, e tanto livros quanto homens são jogados às fogueiras. Banido para uma ilha inóspita por práticas pouco convencionais da medicina, o velho curandeiro Jónas Pálmason
recorda passagens dramáticas de sua vida, como as mortes de três de seus filhos, o exorcismo de um cadáver ambulante e o triste fim de um grupo de baleeiros espanhóis, massacrados pela população de uma vila pesqueira. Pela boca da baleia, do renomado autor e letrista islandês Sjón, é uma evocação mágica e envolvente de uma mente brilhante e de uma era há muito esquecida.

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09 - disbarbarosDias bárbaros: uma vida no surfe
Autor: Willian Finnegan
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788551001479

O surfe é um esporte, mas só para os que apenas assistem. Para quem surfa, trata-se de muito mais: um vício, uma arte, um estilo de vida. William Finnegan viveu a infância na Califórnia e no Havaí, e aprendeu cedo a surfar. Ao longo da vida, viajou o mundo em busca das melhores ondas. Amante de livros e de aventuras, tornou-se um escritor e correspondente de guerra de grande prestígio. Mas sua mais perfeita narrativa está em “Dias bárbaros”, a autobiografia vencedora do Pulitzer na qual ele compartilha, através de sua trajetória no surfe, as histórias da época em que pertencia a uma gangue de meninos brancos em Honolulu, a loucura que impregnou jovens e adultos na década de 1960, sua vivência das ondas mais famosas do mundo e tudo o que aprendeu com elas – do pesar de ter usado LSD para desbravar a baía de Honolua, em Maui, à satisfação intensa de atravessar os recifes da Polinésia de mapa em punho para descobrir uma das maiores ondas que existem. À medida que as viagens de Finnegan o levam cada vez mais longe, suas memórias ganham um viés deliciosamente improvável, quase antropológico, que explora da simplicidade pitoresca de uma aldeia de pescadores em Samoa às excêntricas regras tonganesas para o sexo com estrangeiros. Mais do que um livro de aventura, “Dias bárbaros” é uma autobiografia inteligente, uma história social e um road movie literário. Apresenta de modo surpreendente o domínio gradual de uma arte tão exigente quanto magnífica, narrado com uma voz que transporta o leitor até as águas, as ondas, os povos e os países que Finnegan conheceu, extrapolando tempo e espaço em uma das melhores viagens que um livro será capaz de proporcionar.

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11 - brevehistoriaBreve história de sete assassinatos
Autor: Marlon James
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788551001790

Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores. No entanto, muitos boatos circularam a respeito do destino deles. Breve história de sete assassinatos é uma obra de ficção que explora esse período instável na história da Jamaica e vai muito além. Marlon James cria com magistralidade personagens – assassinos, traficantes, jornalistas e até mesmo fantasmas – que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990. Um romance épico, brilhante e arrebatador, vencedor do Man Booker Prize de 2015.

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12 - umdefeitodecorUm defeito de cor
Autora: Ana Maria Gonçalves
Editora: Record
ISBN: 9788501071750

História de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Inserido em um contexto histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens.

 

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13 - casaCasa dos ossos
Autora: Prisca Agustoni
Editora: Macondo
ISBN: 9788593715020

Último livro da poeta suíça radicada no Brasil, Casa dos Ossos é uma retomada à imagem da casa que vem sendo trabalhada por Prisca Agustoni em suas últimas obras, mas agora com uma forte presença do corpo, beirando o erotismo. A voz que frequenta esta terceira casa de barro, em breves poemas, discute o lugar estrangeiro que sua imagem vai tomando dentro das casas que habita, sejam elas a construção física, os ossos que sustentam o corpo, ou mesmo a própria palavra, que denuncia sua condição inexata e errante.

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14 - naminhapeleNa minha pele
Autor: Lázaro ramos
Editora: Objetiva
ISBN: 9788547000417

Movido pelo desejo de viver num mundo em que a pluralidade cultural, racial, étnica e social seja vista como um valor positivo, e não uma ameaça, Lázaro Ramos divide com o leitor suas reflexões sobre temas como ações afirmativas, gênero, família, empoderamento, afetividade e discriminação. Ainda que não seja uma biografia, em “Na minha pele” Lázaro compartilha episódios íntimos de sua vida e também suas dúvidas, descobertas e conquistas. Ao rejeitar qualquer tipo de segregação ou radicalismos, Lázaro nos fala da importância do diálogo. Não se pode abraçar a diferença pela diferença, mas lutar pela sua aceitação num mundo ainda tão cheio de preconceitos.

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15 - trintqaepoucosTrinta e poucos: crônicas
Autor: Antonio Prata
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 978858535927689

Mais que qualquer escritor em atividade, Antonio Prata é cultor do gênero – consagrado por gigantes do porte de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues – que fincou raízes por aqui: a crônica.
Pode ser um par de meias, uma semente de mexerica, uma noite maldormida, a compra de um par de óculos, a tentativa de fazer exercícios abdominais. Quanto mais trivial o ponto de partida, mais cheio de sabor é o texto, mais surpreendente é a capacidade de extrair sentido e lirismo da aparente banalidade.

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17 - MusaaMusa praguejadora: a vida de Gregório de Matos
Autora: Ana Miranda
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788501052797

Dos poucos registros confiáveis sobre Gregório e dos poemas atribuídos a ele, Ana Miranda constrói o arco da existência do poeta, uma vida cujas reviravoltas possuem a força de um enredo ficcional urgente. Nos deparamos com um artista dividido entre a influência da Igreja Católica e a sedução do universo popular. Participamos de seus estudos em Coimbra, onde o aprendizado convive com as primeiras aventuras amorosas. Voltamos com ele à Bahia e acompanhamos seu envolvimento com a política colonial. Quando seus versos ácidos e suas atividades políticas despertam a ira dos poderosos, vemos o poeta ser deportado para Angola, de onde só retornaria pouco antes de morrer – momentos relatados pela autora em algumas das páginas mais belas já escritas sobre Gregório de Matos.
Trabalho em que a autora combina rigor histórico – a pesquisa é espantosa – e lirismo singular, Musa Praguejadora é desde já um marco na literatura biográfica, capaz de renovar a compreensão do artista que melhor retratou uma época crucial da formação do Brasil.

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20 - xicaxicasilvaXica da Silva: a Cinderela Negra
Autor: Ana Miranda
Editora: Hedra
ISBN: 9788577153404

O canto dos escravos dá o tom nesta obra e nos transporta para o Brasil do século 18: uma realidade de fidalgos e pés-rapados, de cantos africanos e rezas católicas, um quadro vivo e riquíssimo de detalhes do violento ciclo do diamante, por meio do qual Ana Miranda reconstrói a biografia de uma personagem que nos fascina há gerações. Com narrativa colorida e vibrante, a autora revela as facetas e interpretações por trás da figura de Xica da Silva: da sedutora, capaz de dominar os homens com astúcia e sensualidade, à concubina amorosa, fiel ao marido e dedicada aos filhos, passando pelo papel de mecenas do Tijuco, de dona de cem escravos e administradora da maior riqueza de seu tempo. Uma mulher vitoriosa, revolucionária mesmo para os dias de hoje, irreverente e mandona, que superou com majestade a sua condição de escravizada, criando a lenda de uma Cinderela Negra.

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18 - indiosnobtrasilÍndios no Brasil: história, direitos e cidadania
Autora: Manuela Carneiro da Cunha
Editora: Claro enigma
ISBN: 9788581660226

De mão de obra escrava a obstáculo à ocupação das terras, o status dos índios foi mudando ao longo dos séculos. Nos cinco ensaios que compõem Índios no Brasil, a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha percorre a história da população indígena no Brasil desfazendo preconceitos recorrentes e explicando como se deu a formação da identidade indígena.

 

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01 - prisioneirsPrisioneiras
Autor: Drauzo Varella
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535929041

Voluntário durante mais de uma década na Penitenciária feminina da Capital, em São Paulo, Drauzio Varella foi médico e ouvinte de muitas das mais de duas mil detentas que ali cumprem suas penas. A trajetórias das presidiárias, a dinâmica que se estabelece entre elas e as especificidades do ambiente prisional feminino são alguns dos grandes temas que compõem Prisioneiras, último volume da trilogia sobre o sistema carcerário brasileiro – da qual fazem parte os aclamados Estação Carandiru e Carcereiros. Ao dar voz e individualidade a mulheres esquecidas por grande parte da população, o autor penetra fundo numa estrutura que é quase sempre desumanizadora e finaliza um projeto marcado pelo olhar crítico e sobretudo pela sensibilidade.