100 anos de revolução russa

capa1n_espsuper11111Uma década após os conturbados eventos de 1905, pouca coisa havia mudado na Rússia. Nicolau II conseguiu segurar as pontas, mas a fome e as péssimas condições de trabalho insuflaram o povo contra ele. A sucessão de conflitos em que o país se envolveu só piorou a situação. Greves e protestos explodiram por toda parte – e foram duramente reprimidos. Mas, em 1917, novos fatorem formaram uma combinação fatal. A 1ª Guerra estava arrasando o país, um inverno rigoroso aumentou a fome e o desemprego, e os militares cansaram.

Obrigado a abrir fogo contra quem protestasse, até os soldados em Petrogrado se rebelaram. Muitos se juntaram aos manifestantes. Acuado, o czar foi incapaz de reagir. Abdicou em 1ª de março, decisão seguida por seu irmão e sucessor, Miguel. O governo provisório também não de conta. As massas estavam em chamas. Na opinião de Lenin, as manifestações ganhariam intensidade e se transformariam em uma grande revolta. O poder cairia nas mãos dos sovietes e, logo depois, do seu partido. O líder bolchevique estava certo.

 

Fonte: PANDOLFI, Robson. 100 anos de Revolução Russa. Dossiê Super Interessante, São Paulo, p. 06-65, set. 2017

A invenção do teatro

Teatro1Por Sílvia Lisboa

Tudo começou com coros, que percorriam as cidades para homenagear Dionísio, o deus do vinho. Até que um dos integrantes decidiu colocar uma máscara e encarar o próprio deus. Era o início da tragédia, da comédia e da figura do ator.

Havia mais de 80 festivais na Grécia do século 5 a.C. Um deles, o Dionísio Citadina, homenageava um dos personagens mais famosos da mitologia grega, Dionísio, o deus do vinho, com procissões animadas. Eram coros formados por 50 integrantes chamados à época de ditirambos (que significa “hino em uníssono”). Vestidos de sátiros (criaturas metade homem, metade bode), empunhando falos de madeira e bronze e tocando tambores e flautas, eles entoavam cantos ao deus fanfarrão.

Como não podia deixar de ser, as odes a Dionísio eram regadas a vinho, e a coisa ia ficando mais animada à medida que a embriaguez tomava conta do coro. O estímulo etílico à criatividade foi sofisticando as procissões, que passaram a incluir danças, cenas e declamação. Até que um dia, em meados do século 4 a.C., Tépsis de Icárion, que atuava como corifeu, responsável por dirigir o coro e dialogar com a plateia, encarnou Dionísio usando uma máscara. Nascia ali o primeiro ator de teatro de que se tem notícia, em grego, hypokrites, que significa “interprete” – a raiz da palavra hipocrisia em português. Surgia também a tragédia e a comédia, dependendo do tom assumido pela história.

Fonte: LISBOA, Sílvia; NEVES, Caco. A invenção do teatro. Dossiê Super Interessante, São Paulo, p. 58-59, mar. 2017

Joguinhos bilionários

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Fonte: Revista Época Negócios, v.10, n.115, set. 2015. Por Fabiano Accorsi

Por Nayara Fraga.

O e-sport é um mercado formado por mais de 100 milhões de pessoas que hoje assistem a jogos online e participam de competições ao redor do mundo. Trata-se de uma “brincadeira” que deve, segundo a consultoria Newzoo,
gerar uma receita global de US$ 1 bilhão em 2019, considerando somente direitos de transmissão, patrocínio e vendas relacionadas aos eventos. Todo resto – vendas de equipamentos para os games, lucros dos desenvolvedores dos jogos, prêmios dos torneios – movimenta uma montanha de dinheiro, difícil de estimar. Tem muita gente enchendo o bolso. No último torneio de Dota 2, um popular jogo de estratégia no qual dois grupos de cinco heróis tentam destruir a base adversária, a premiação foi de US$ 20 milhões. As competições se multiplicam pelo mundo, e os prêmios também. Não é à toa que equipes clássicas de futebol, como a inglesa Manchester City ou Besiktas, da Turquia, já montaram seus times de games. Por aqui, até o Santos decidiu se aventurar na área – em 2015 lançou o Santos Dexterity.

Fonte: FRAGA, Nayara; ACCORSI, Fabiano. Joguinhos Bilionário. Época Negócios, São Paulo, p. 32-43, set. 2016

O Clube do Livro 2016

clubedolivbroClube do Livro  é um projeto idealizado pela disciplina de português, organizado pelas professoras Paula Martins e Marlene Pissolito, iniciado em 2010, para a troca de livros entre os alunos do 7. ano com o objetivo de estimular a leitura, dicas de livros, o vocabulário e a capacidade de expressão. A participação é espontânea e as trocas são feitas na Biblioteca, os alunos ficam livres para explorar os livros trazidos pelos colegas e têm a liberdade de levar o que mais os interessar para casa.

Os livros possuem uma ficha para o leitor comentar sua opinião e avaliar por nota a obra como indicador de leitura para outros alunos, também existem cadernos elaborados pelas turmas para registrar os empréstimo.

cadernos

Estão disponíveis títulos como Polina de Eleannor H. Porter; Além do túmulo de Jude Watson; Kina,a surfista de Toni Brandão, Como é duro ser diferente de Giselda Laporta entre outros.

livros

Chocolate: alimento dos deuses

chocolateDa bebida sagrada de Maias e Astecas às barras e bombons do século 21

O processamento da semente do cacau começou entre os grandes povos pré-colombianos, cuja elite bebia um chocolate primitivo, misturado com água, pimenta vermelha, milho e mel, em celebrações da vida e da morte. Entre aquelas civilizações, em que se confundiam selvageria e sofisticação, o cacau foi alimento, objeto de devoção e símbolo de poder. Isso até que, no século 16, um conquistador espanhol, Hernán Cortés, acabasse com a festa mesoamericana: aniquilando o império de Montezuma, o maior soberano asteca, e levando o cacau para a Europa. Era o fim da pré-história do chocolate. E o começo de um novo romance entre a humanidade e o doce que conquistaria os paladares de nobres e plebeus, em todas partes do mundo.

Fonte : DOSSIÊ SUPER INTERESSANTE. São Paulo: Ed. Abril, 2016. Mensal.

Mesa para todos

Por Elizabeth Royte

NutriçãoOs dados, divulgados pela primeira vez em 2013, continuam chocantes. Segundo as Nações Unidas, um terço dos alimentos produzidos pela humanidade é descartado. Nos países pobres, por problemas com armazenamento e transporte. Nos ricos, por razões estéticas ou pelo mau hábito de se comprar mais que o necessário. Tal desperdício é um escândalo brutal e silencioso em um mundo no qual cerca de 800 milhões de pessoas não têm garantia de alimento disponível todos os dias. Em escala global, jogam-se fora 1,3 bilhão de toneladas de comida por ano, montante que daria para alimentar mais que o dobro desse contingente de vulneráveis.

Leia o artigo completo na revista National Geographic Brasil – v.16, n.192, Mar./ 2016

Fonte: ROYTE, Elizabeth. Sabendo usar não vai faltar. National Geographic, São Paulo, v. 16, n.192, p. 20-39, mar. 2016.