A invenção do teatro

Teatro1Por Sílvia Lisboa

Tudo começou com coros, que percorriam as cidades para homenagear Dionísio, o deus do vinho. Até que um dos integrantes decidiu colocar uma máscara e encarar o próprio deus. Era o início da tragédia, da comédia e da figura do ator.

Havia mais de 80 festivais na Grécia do século 5 a.C. Um deles, o Dionísio Citadina, homenageava um dos personagens mais famosos da mitologia grega, Dionísio, o deus do vinho, com procissões animadas. Eram coros formados por 50 integrantes chamados à época de ditirambos (que significa “hino em uníssono”). Vestidos de sátiros (criaturas metade homem, metade bode), empunhando falos de madeira e bronze e tocando tambores e flautas, eles entoavam cantos ao deus fanfarrão.

Como não podia deixar de ser, as odes a Dionísio eram regadas a vinho, e a coisa ia ficando mais animada à medida que a embriaguez tomava conta do coro. O estímulo etílico à criatividade foi sofisticando as procissões, que passaram a incluir danças, cenas e declamação. Até que um dia, em meados do século 4 a.C., Tépsis de Icárion, que atuava como corifeu, responsável por dirigir o coro e dialogar com a plateia, encarnou Dionísio usando uma máscara. Nascia ali o primeiro ator de teatro de que se tem notícia, em grego, hypokrites, que significa “interprete” – a raiz da palavra hipocrisia em português. Surgia também a tragédia e a comédia, dependendo do tom assumido pela história.

Fonte: LISBOA, Sílvia; NEVES, Caco. A invenção do teatro. Dossiê Super Interessante, São Paulo, p. 58-59, mar. 2017

Vikings

Viki_navioArqueólogos revelam: eles eram ainda mais violentos do que se sabia. E viajavam para muito, muito longe.

Com o uso de ponta, imagens obtidas por s
atélite, estudos genéticos, análises de isótopos, arqueólogos e pesquisadores vêm colhendo informações surpreendentes. Na Estônia os cientistas estudam dois barcos, enterrados com guerreiros mortos, que trazem esclarecimentos sobre as circunstâncias em que surgiram os vikings. Na Suécia, os restos mortais de uma mulher que comandava tropas, estudam o papel das mulheres vikings na guerra. E na Rússia historiadores estão rastreando as rotas dos traficantes de escravos, revelando a importância do cativeiro humano na economia viking. Os estudos recentes traçam um quadro inédito das ambições e do impacto cultural desses intrépidos navegadores. Desde as suas terra de origem na Escandinávia, entre os mares Báltico e do Norte, os vikings saíram em busca de fortuna em meados do século 8, explorando boa parte da Europa no decorrer dos 300 anos seguintes. Eles chegaram a 37 ou mais países atuais, desde do Afeganistão até o Canadá.

Leia mais na Revista National Geographic Brasil, mar. 2017.

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Fonte: PRINGLE, Heather; CLARK, Robert; GUTTENFELDER, David. A volta dos vikings. National Geographic Brasil, São Paulo, v. 17, n. 204, p. 28-57, mar. 2017.-

Fatos favoritos e falsos

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Por David McCandless

Refutação de 36 mitos famosos.

História
Napoleão era baixinho. Conversa fiada. Com 1,67 m, ele estava um pouco acima da média de altura dos franceses da época.
Chifres de vikings. Os elmos foram criados por um figurinista do século 19 para uma ópera de Wagner.

Ciência
Rotação da água. A descarga do vaso sanitário não gira ao contrário no hemisfério norte.
Buracos negros. Não são “buracos” de verdade, mas objetos densíssimos com imensa força gravitacional.

Natureza
Cães suam salivando. Não. Eles regulam a temperatura ofegando. Na verdade, os cães suam pelas almofadas dos pés.
Touros odeiam vermelho. Touros não exgregam cores. Na verdade, eles percebem como ameaça os movimentos da capa do toureiro.

Veja mias na Revista Seleções, março/ 2017.

Fonte: MCCANDLESS, David. 36 fatos favoritos e falsos.  Seleções, Rio de Janeiro, v.141, n.902, p. 80-83, mar. 2017.

Obras para a FUVEST 2017

A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pelo processo seletivo da Universidade de São Paulo e da Santa Casa, divulga todos os anos uma lista de obras literárias que serão cobradas em suas provas.

Conheça as obras obrigatórias abaixo:

FUVEST 2017

  • Iracema– José de Alencar;
  • Memórias póstumas de Brás Cubas– Machado de Assis;
  • O cortiço– Aluísio Azevedo;
  • A cidade e as serras– Eça de Queirós;
  • Capitães da Areia– Jorge Amado;
  • Vidas secas– Graciliano Ramos;
  • Claro enigma– Carlos Drummond de Andrade;
  • Sagarana– João Guimarães Rosa;
  • Mayombe– Pepetela.

FUVEST 2018

  • Iracema– José de Alencar;
  • Memórias póstumas de Brás Cubas– Machado de Assis;
  • O cortiço– Aluísio Azevedo;
  • A cidade e as serras– Eça de Queirós;
  • Vidas secas– Graciliano Ramos;
  • Minha vida de menina– Helena Morley;
  • Claro enigma– Carlos Drummond de Andrade;
  • Sagarana– João Guimarães Rosa;
  • Mayombe– Pepetela.

FUVEST 2019

  • Iracema– José de Alencar;
  • Memórias póstumas de Brás Cubas– Machado de Assis;
  • A relíquia– Eça de Queirós;
  • O cortiço– Aluísio Azevedo;
  • Vidas secas– Graciliano Ramos;
  • Minha vida de menina– Helena Morley;
  • Claro enigma– Carlos Drummond de Andrade;
  • Sagarana– João Guimarães Rosa;
  • Mayombe– Pepetela.

Fonte: http://www.fuvest.br/vest2017/informes/ii012017.html

 

As 8 inteligências

Por Julia MoióliRev_super_blo

A ciência questiona os métodos mias comuns de avaliar a capacidade humana. Para o psicólogo Howard Gardner, que ficou conhecido como o “pai das inteligências múltiplas”, há oito tipos diferentes de brilhantismo e todos são importantes para uma sociedade sadia.

  • Lógico-matemática
    É a habilidade para resolver equações, cálculos, problemas abstratos. Ela é típica de quem manda bem em contas, em lógica e em estratégia.
    Famosos: Albert Einstein, Isaac Newton, Mark Zuckerberg, Stephen Hawking.
  • Linguística
    Este tipo de inteligência permite analisar informações e desenvolver produtos de linguagem escrita e oral, como discursos e livros, comunicando grandes ideias da melhor forma.
    Famosos: Cecília Meirelles, Gabriel García Márquez, Tom Wolfe, William Shakespeare.
  • Musical
    Permite  a uma pessoa produzir, recordar e estabelecer sentido em diferentes padrões de som. A sensibilidade musical se manifesta ao ouvir, cantar, compor e tocar instrumentos.
    Famosos: Tom Jobim., Wolfgang Amadeus Mozart, Ludvig van Beethoven.
  • Naturalística
    Típica daqueles que têm uma forte ligação com a natureza e uma habilidade incomum para identificar animais, plantas, formações climáticas e outros elementos do mundo natural.
    Famosos: Charles Darwin, Alexander von Humboldt, Aziz Ab’Saber, Chico Mendes.
  • Corporal-cinestésica
    É a capacidade de usar o  próprio corpo (e seus movimentos) para solucionar problemas ou criar produtos. É a mais requisitada nos craques do futebol, ginastas, bailarinos e artista em geral.
    Famosos: Lionel Messi, Marta, Maryl Streep, Michael Phelps.
  • Espacial
    As pessoas com esta inteligência têm a habilidade para reconhecer o espaço e pensar em termos de cores, formas e medidas, manipulando tanto as grandes quanto as pequenas imagens.
    Famosos: Oscar Niemeyer, Coco Chanel, Pablo Picasso, Santos Dumont.
  • Interpessoal
    É a capacidade de reconhecer e trabalhar os desejos e humores dos outros. Ela é útil para atividades em grupos como gerência de equipes.
    Famosos: Papa Francisco, Marília Gabriela, Winston Churchill, Mahatma Gandhi.
  • Intrapessoal
    O indivíduo com este tipo de inteligência procura se autoconhecer. São pessoas com grande grau de autonomia, capazes de reconhecer suas próprias intenções, motivações e opiniões, possuem a capacidade de refletir a condição humana seja por meio de textos filosóficos ou romances.
    Famosos: Machado de Assis, Ernest Hemingway, Friedrich Nietzsche, Simone de Beauvoir.

Veja mais na revista Mundo Estranho, ed. 191, fev. 2017.

Fonte: MOIÓLI, Julia, et al. As 8 inteligências: qual é a sua?. Mundo Estranho, São Paulo, ed. 191,  p. 18 – 27, fev. 2017.

Ano do Galo

Galo_capaSegundo a lenda, Buda convidou todos os animais para uma festa de Ano Novo e apenas 12 compareceram. Como recompensa deu o nome de cada animal a um ano, por ordem de chegada começando com o porco e terminando com o rato.

O ano novo Chinês começa em 28 de janeiro de 2017 e termina em 15 de fevereiro de 2018, é o Ano do Galo regido pelo elemento Fogo. Segundo o horóscopo é um ano que favorece a impulsividade, a coragem, a confiança e a sinceridade, mas vai ser bom período para o amor e os negócios.

Características:

Anos: 1921, 1933, 1945, 1957, 1969, 1981, 1993, 2005, 2017, 2029.
Cores: ouro, marrom, amarelo.
Números da sorte:  5,7 e 8.
Personalidade: Pessoas nascidas em um ano do Galo são ativas, talentosas, charmosas, observadoras, divertidas, honestas, populares e gostam de ser o centro das atenções.

Fonte: Previsões do Horóscopo Chinês para 2017: o Ano do Galo. Dino, 12 dez. 2016, Terra Notícias.  Disponível em: <https://noticias.terra.com.br/dino/previsoes-do-horoscopo-chines-para-2017-o-ano-do-galo,492c45f105083b325618279d5cfbb284o4royyxf.html>. Acesso em: 18 jan. 2017.

A história do Natal

O Natal é tão antigo quanto a civilização.

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Fonte: Super Interessante / História

A história do Natal começa a cerda de 7 mil anos antes do nascimento de Jesus e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro.  É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.

Em  Roma, século 2, no dia 25 de dezembro, a população homenageia o nascimento do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. O culto a Mitra chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.

Os fiéis de Roma queriam fazer comemorações no solstício e era de interesse da dos chefes da Igreja marcar uma celebração cristã nessa época. Em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus definiu o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado.

Leia artigo completo no site e a história do Papai Noel

Fonte: VERSIGNASSI, Alexandre. MINAMI, Thiago. A verdadeira história do Natal. Super Interessante, São Paulo, 31 out. 2016. Disponível em: <http://super.abril.com.br/historia/a-verdadeira-historia-do-natal/>. Acesso em 12 nov. 2016.

Ba Jin

bajinPor Janaina Rossi Moreira

O escritor do povo.

O filho de aristocratas que queria ser revolucionário e acabou por tornar-se um dos maiores monumentos da moderna literatura chinesa ainda precisa ser descoberto pelos leitores lusófonos. Visionário, poliglota, globetrotter… e profundamente chinês. Ba Jin entretece sua arte com os fios das influências, modernas do Ocidente, mas em tramas, urdiduras, técnica e engenho legados pelos antigos romances realistas, contos e poesia de sua terra natal. Seu espírito, portanto, concilia interesses cosmopolitas e uma grande curiosidade pela tradição humanista mundial à atente obervação e reflexão sobre seu país e seu povo. Ele produziu centenas de romances, contos, novelas, ensaios, relatos de viagem, manifestos, traduções, cartas e até literatura infantil.

Alguns dos principais romances e novelas
Destruição, 1929;
Sol morot, 1931;
Vida Nova, 1933;
Sonho do mar, 1932;
Primavera, 1932
Lina, 1940;
Estrelas, 1941;
Noites gélidas, 1947.

Fonte: MOREIRA, Janaina na Rossi. Ba Jin: oriental, ocidental, universal. Instituto Confúcio, São Paulo, v. 15, n. 4, p. 55-67, jul. 2016.-

A mão do futuro

Por Ian Chant e Jessica Schmeramao_do_futuro

Nos próximos anos será possível dispor de próteses mais inteligentes, que ofereçam a sensação do tato e permitam até mesmo distinguir texturas e aplacar a dor do membro fantasma.

As próteses modernas proporcionam a pessoas que sofreram amputações ou nasceram com deficiência uma grande variedade de funções motoras, mas não são capazes de restituir aos pacientes a sensação de tato. Trabalhando em parceria, pesquisadores no Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne e a Faculdade Sant’Anna de Estudos Avançados em Pisa desenvolveram uma ponta de dedo biônica que permitiu a um amputado distinguir texturas macias e ásperas com uma precisão de 96%. A ponta do dedo é equipada com um sensor elétrico coberto por um polímero, que traduz a aspereza da superfície em pulsos de corrente transmitidos a um nervo no braço. A configuração pode até aliviar a dor do “membro fantasma”, um problema comum entre pessoas que perderam um membro, mas ainda sentem dores como se aquela parte do corpo estivesse ali. Mãos fantasmas costumam ser percebidas como constantemente cerradas e doloridas, porém, pacientes que participaram desse experimento como voluntários relataram que a sensação era de que a mão estivesse sentindo a superfície, de forma relaxada, em vez de permanecer fechada.

Veja a matéria completa. na Revista Mente cérebro, outubro/ 2016.

Fonte: CHANT, Ian; SCHMERLER, Jessica. A mão do futuro. Mente cérebro, São Paulo, n. 285, p. 52-53, out. 2016. Tecnologia.

Cientistas do MIT criam sistema que consegue ler livros fechados

 

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Foto: Reprodução/IDG.

O sistema de imagens da MIT consegue ver através da capa de um livro e lê-lo. Isto é possível devido  à radiação terahertz, a banda de radiação eletromagnética entre microondas e luz infravermelha, e as minúsculas lacunas de ar entre as páginas de qualquer livro fechado. A radiação terahertz pode distinguir entre tinta e papel em branco de uma forma que os raios X não podem, e também oferece profundidade de resolução muito melhor do que o ultrassom.

O sistema desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Georgia Tech usa uma câmera terahertz padrão para emitir rajadas de radiação ultracurtas e então medir quanto tempo leva para que a mesma seja refletida de volta. Um algoritmo, em seguida, mede a distância a cada uma das páginas do livro.

A tecnologia pode ser utilizada para analisar qualquer material organizado em camadas finas, tais como revestimentos de peças de máquinas ou de produtos farmacêuticos.

Leia mais…

Veja o artigo da Nature Communications descrevendo este trabalho.

Fonte: CIENTISTAS do MIT criam sistema que consegue ler livros fechados. Brasileiros, IDGNow! DigitalNetwork!,  13 set. 2016, Tecnologia – Inovação. Disponível em:<http://brasileiros.com.br/2016/09/cientistas-mit-criam-sistema-que-consegue-ler-livros-fechados/>. Acesso: 28 set. 2016.